Os resultados
Entre uma xícara e outra, os provadores descreviam no papel suas impressões.
Inspiravam os vapores exalados pelos cafés e bebiam um gole. Cheiravam
novamente as amostras e outro gole. Mais anotações. Na prática, o bom
e velho filtro de papel não decepcionou. A maioria das marcas submetidas
ao teste obteve boa performance nesse tipo de preparação. A explicação
é simples: o coador produz uma bebida com mais água e menos óleos aromáticos,
fator que neutraliza eventuais inadequações em relação aos pontos de torra
e de moagem dos grãos. Vale lembrar ainda que os cafés degustados não
foram adoçados, justamente para que a bebida fosse percebida sem nenhuma
interferência. “Isso não significa que, em casa, você tenha que, obrigatoriamente,
dispensar o açúcar”, observa a cafeóloga Eliana Relvas.
Terminada a degustação, os jurados foram unânimes: falta informação nas
embalagens de café. “Se os produtores indicassem no rótulo o método ideal
de preparo, seria mais fácil e simples para o consumidor escolher o produto
que deseja levar para a casa”, afirma Caio Alonso Fontes. Fica registrada
a reivindicação!
Seguem, em ordem alfabética, as seis marcas de cafés especiais que participaram
da degustação e em qual método de preparo cada uma delas obteve o melhor
desempenho.
Astro Mescla
CAFETEIRA EXPRESSA DOMÉSTICA
Origem: Fazendas Lambari, no sul de Minas Gerais,
e Rancho Grande, em São Paulo
Preço médio: R$ 10,50 (embalagem de 250g)
A opinião dos jurados: na cafeteira expressa doméstica
resultou numa bebida com aroma suave de chocolate, de sabor doce e
pouco ácido e corpo médio.
Bravo
CAFETEIRA ITALIANA
Origem: Fazendas Santa Rita, em Espírito Santo do
Pinhal, e Retiro da Cachoeira, em Cristais Paulista, na região da
Alta Mogiana
Preço médio: R$ 8,90 (embalagem de 500g)
A opinião dos jurados: na cafeteira italiana, apresentou
aroma adocicado e suave, corpo leve e delicado, pouco amargor e boa
persistência na boca.
Ghini
COADOR
Origem: regiões Norte e Sul de Minas Gerais e Mogiana,
em São Paulo
Preço médio: R$ 9,00 (embalagem de 250g)
A opinião dos jurados: no coador, resultou numa bebida
de aroma agradável de chocolate, sabor doce, corpo cremoso, com finalização
delicada e sem amargor.
Orfeu
COADOR E CAFETEIRA ITALIANA
Origem: Botelhos, em Minas Gerais
Preço médio: R$ 12,60 (embalagem de 250g)
A opinião dos jurados: no coador, apresentou sabor
suave, corpo leve e, no final, deixou um leve frescor de frutas; na
cafeteira italiana, ganhou corpo médio, aroma adocicado e uma sensação
agradável na finalização.
Spress
COADOR
Origem: Sul de Minas Gerais
Preço médio: R$ 11,50 (embalagem de 250g)
A opinião dos jurados: no coador, resultou numa bebida
de corpo suave, aroma leve e com gosto persistente no final.
Turmalin
COADOR
Origem: Cerrado Mineiro
Preço médio: R$ 13,10 (embalagem de 250g)
A opinião dos jurados: no coador, obteve aroma de
chocolate, sabor quase doce, corpo leve e finalização redonda e suave.