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TERRAÇO PAULISTANO

Dançarinos, unidos, jamais serão vencidos

24.11.2006

 

Por Alvaro Leme

Mario Rodrigues

Carmen: cooperativa da turma das sapatilhas


Já ouviu falar em cooperativa de dançarinos? Se a sua resposta foi não, a bailarina e coreógrafa Carmen Gomide pretende mudar isso. Ela se juntou a 24 colegas de palco e fundou a Cooperativa Paulista de Dança, iniciativa inédita em São Paulo. A associação promete aceitar quem pratica dança indiana, de rua e afins, desde que seja profissional. O grupo estréia nesta quarta (29) seu primeiro espetáculo, Na Galeria com Quintana. A idéia é atrair olhares – e, com isso, patrocínio – para o universo paulistano da dança, que Carmen considera negligenciado. "Sempre ficamos com a menor fatia dos investimentos em cultura."

 

Nana Moraes

Sandy, na capa da Nova: "A gente amadurece, né?"


Sandy, em versão mulherão

Zelosa de sua imagem, Sandy sempre fugiu de ensaios fotográficos em que pudesse parecer sexy. Pois não é que, no frescor de seus 23 aninhos, a cantora mudou de idéia? Posou para a capa da revista Nova de dezembro, cinco anos depois do primeiro convite. Porém avisou: nada de decotões, maiôs ou biquínis. "Dá para ser sensual sem mostrar muita coisa", explica. "Acho até que os homens preferem assim." A fase emancipada estende-se ao trabalho: em 2007, ela sai em turnê, num show de jazz. Sem Junior. "Vão inventar que nos separamos, mas nem ligo", diz. "A gente amadurece, né?"

 

 

CENA DA SEMANA

Flavio Torres

"Você podia ser uma perua louca, mas é essa pessoinha adorável", rasgou seda a neo-atriz Fernanda Lima, na última segunda. Ela referia-se a Regininha Moraes, caçula do empresário Antônio Ermírio de Moraes, que comandou naquele dia um jantar beneficente na Daslu. A anfitriã chorou na hora. E sorriu no dia seguinte: o evento arrecadou 490 000 reais, que serão distribuídos entre cinco asilos de São Paulo.

 

Alexandre Schneider

Furmanovich: nos passos de JP Diniz


O novo partidão
da cidade

Com astros como João Paulo Diniz e Tato Malzoni comprometidos, uma nova geração de partidões cai nas graças das paulistanas. Da atual fornada, desponta na liderança o joalheiro Alexandre Furmanovich, 22 anos. Nascido em família abonada, bonitão e solteiro, o rapaz passou com louvor por um teste de popularidade na última terça, quando desfilou para uma grife de moda masculina. Arrancou gritinhos da platéia e recebeu uma proposta para mudar de profissão. "Vieram me chamar para ser modelo", diz ele, que não pretende aceitar o convite.

 

"Não vou sentir falta do Palácio"

Flavio Torres

Lembo, com Serra: encontro marcado em 1º de janeiro

O governador Cláudio Lembo lançou, na última terça, seu 14º livro, A Pessoa – Seus Direitos. José Serra, a quem ele passa a faixa em 1º de janeiro de 2007, estava entre os convidados na noite de autógrafos. Na contagem regressiva para voltar ao Bixiga, Lembo falou sobre seus planos para o próximo ano.

Veja São Paulo – Qual é a primeira coisa que o senhor pretende fazer em 2 de janeiro?
Lembo – Primeiro, sobreviver, o que vai ser difícil na minha idade (72 anos). Também quero continuar dando aula no Mackenzie. E voltar para casa, no Bixiga.

Veja São Paulo – O senhor vai sentir falta do Palácio dos Bandeirantes?
Lembo – Não. Os palácios são perigosos porque têm paredes com ouvidos. E o dos Bandeirantes parece o Copacabana Palace na época da decadência. Só vou sentir falta da vista da cidade que se tem do gabinete, como o desenho dos prédios da Paulista, por exemplo.

Veja São Paulo – Agenda de governador costuma ser pesada. O senhor às vezes enjoa de "fazer social"?
Lembo – Fiz agendas de interesse coletivo. Não vou em busca do society. E, depois que rompi com a minoria branca, não fui mais convidado.

Veja São Paulo – O senhor pretende se candidatar a outro cargo público?
Lembo – Não. Não há mais tempo biológico para isso.

 
 
 
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