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BARES

Os melhores do ano

18.09.2007

 

O melhor boteco

Elídio Bar

Mario Rodrigues

Elídio Raimondi e seu balcão de tira-gostos: cerca de 100 delícias vendidas por quilo

Aberto na Mooca em 1973, época em que alguns clientes chegavam a bordo de Gordinis e Simcas Chambord, o endereço criado pelo neto de italianos Elídio Raimondi pertence hoje à alta cúpula dos botecos paulistanos. Pela primeira vez, inclui-se entre os campeões da eleição anual promovida por Veja São Paulo. Sem exagero, pode-se dizer que há um pouquinho do Elídio em uma porção de lugares. Isso porque seu balcão de tira-gostos – o mais famoso e sortido da cidade – serviu de inspiração primeiro para o Original, em Moema, e de lá para toda a nova geração de botecos chiques. Oferece cerca de 100 itens, como roll-mops (sardinha salmourada), polvo ao vinagrete, jiló, moela de frango, tremoço, queijos, morcilla, ovo de codorna à milanesa – só clássicos de botequim. Depois de montar seu prato (R$ 4,50 cada 100 gramas), repare na decoração. As fotos nas paredes contam um pouco da história do futebol paulista. Tente achar o São Paulo de 1957, de Zizinho e Canhoteiro, ou o Palmeiras de 1972, com Ademir da Guia e Leivinha. Para completar, o chope (Brahma) é dez, extraído com colarinho alto de uma bela máquina em forma de caneca.

Rua Isabel Dias, 57, Mooca, 6966-5805 e 6121-3097. 16h/último cliente (sáb. a partir das 11h30; dom. 11h30/18h; fecha seg.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: T e V.  


A melhor carta de cervejas

Frangó

Fernando Moraes

O menu de loirinhas, morenas e ruivas do boteco: mais de 200 rótulos de quinze países


Uma casa dedicada ao mundo da cerveja. É essa a sensação que se tem ao entrar no Frangó. As paredes do célebre boteco, instalado num imóvel centenário, são cobertas por objetos e relíquias relacionados à boa e velha birra. Há pôsteres, placas, luminosos, bandejas, bolachas de chope e muitos rótulos tirados de garrafas, numa incrível coleção reunida ao longo de vinte anos pelos proprietários Cassio Piccolo e Norberto D'Oliveira. Por toda essa devoção, o endereço da Freguesia do Ó triunfou na inédita premiação da melhor carta de cervejas. Entre nacionais e importadas, seus freezers armazenam cerca de 200 rótulos de quinze países. Para pesquisar novidades, Piccolo viaja pelo menos duas vezes ao ano para a Europa, visitando feiras e cervejarias. As sugestões variam bastante. Vão de marcas brasileiras pouco conhecidas, como a gaúcha La Brunette (R$ 9,50) e a paulista de Ribeirão Preto Colorado Índica (R$ 13,50), à cara belga Deus (R$ 199,00), elaborada pelo método champenoise – o mesmo usado para fazer o champanhe. As veneradas belgas, aliás, se destacam na carta. Três delas: a Orval (R$ 34,90), do tipo trapista; a frutada Karmeliet Tripel (R$ 27,50), que leva cevada, trigo e aveia; e a La Chouffe (R$ 44,00), de cor âmbar e espuma densa. Outro xodó do bar, a coxinha de frango com catupiry (R$ 14,90 a porção) é par ideal para escoltar as preciosas loirinhas, morenas e ruivas.

Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 168, Freguesia do Ó, 3932-4818. 11h/0h (sex. e sáb. até 2h; dom. até 23h; fecha seg.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: T e V. T.: todos. www.frangobar.com.br.


O melhor chope

Original

Fernando Moraes

O tirador Márcio Mariano em ação: bebida coroada por nobre colarinho


Lá vem ele na bandeja, trajando um garboso colarinho e sorrindo para o cliente. Impossível resistir. Assim é o chope do Original, eleito pela sexta vez – a quarta consecutiva – o melhor da cidade. Mas alcançar a perfeição nesse quesito requer muito mais cuidados do que se imagina. No concorrido bar de Moema, o processo é minucioso e cheio de etapas. Começa com a chegada dos barris da Brahma, logo encaminhados para uma câmara fria calibrada em 5 graus. Ali, descansam por no mínimo 24 horas, procedimento que confere leveza à bebida. Ao ser engatado nas duas chopeiras – uma delas adquirida do histórico Joan Sehn –, o líquido percorre um considerável caminho até desembocar no copo (R$ 4,00). Corre em ziguezague pela serpentina, passa por um pré-resfriador e uma caixa de gelo antes de atingir a torneira, a cerca de 1,5 grau. E não acabou. Ainda falta o nobre arremate. De outro bico, conectado a um cilindro de nitrogênio, desce um creme com notável densidade de musse. Prontinho. Agora ele já pode ir para a bandeja sorrindo.

Rua Graúna, 137, Moema, 5093-9486. 17h/1h (qui. a sáb. até 2h; sáb. a partir das 12h; dom. 12h/0h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 10,00). www.baroriginal.com.br.


A melhor cozinha

Astor

Mario Rodrigues

O chef João Bellini (à esq.) e o subchef Carlos Alberto Barbosa: pratos com gosto de antigamente

Difícil encontrar uma mesa em que os clientes estejam apenas bebendo. Com 85 sugestões e um atraente resgate dos sabores da velha-guarda, o cardápio do Astor é supimpa, para usar uma expressão de época. O classudo endereço da Vila Madalena, pertencente aos mesmos donos do Original e do Pirajá, sagrou-se o vencedor da estreante categoria. Liderados pelo chef João Bellini, sete funcionários controlam as panelas e os fogões, preparando delícias como a madeleine de lingüiça calabresa e gorgonzola, espécie de canapé quente servido com torradas de pão de fôrma (R$ 11,00), e as almôndegas picantes ao molho rôti cozidas em chope Stella Artois (R$ 18,50). Em sintonia com o visual da casa, que reproduz o clima boêmio dos anos 50, o menu apresenta clássicos da cozinha internacional e brasileira. Entre os pratos, há steak tartar (R$ 22,00), língua com purê (R$ 20,00), file à oswaldo aranha (coberto com alho; R$ 26,00), estrogonofe (R$ 28,50) e picadinho guarnecido de arroz, caldo de feijão, farofa, pastel de palmito, ovo poché e banana à milanesa (R$ 27,50). Tem mais: o horário da cozinha não deixa na mão quem gosta de fazer uma boquinha na madrugada. Funciona até as 2 da manhã nos dias de semana e até as 3 nas sextas e nos sábados.

Rua Delfina, 163, Vila Madalena, 3815-1364. 18h/3h (sex. e sáb. 12h/4h; dom. 12h/0h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 12,00). www.barastor.com.br.


O melhor fim de noite

Genial

Fernando Moraes

Porto seguro na madrugada: chopinho de primeira servido até altas horas

O título de o melhor fim de noite trocou de endereço, mas não de mãos. Depois de quatro anos campeão da categoria, o Filial perdeu o posto por apenas um voto para seu irmão Genial, inaugurado no ano passado pelos mesmos proprietários. Fotos de Oscar Niemeyer, Glauber Rocha, Zico, Guimarães Rosa, Carmen Miranda e outros 120 "geniais" enfeitam uma das paredes e justificam o nome. Com cozinha aberta até altas horas, a casa atrai um público descolado, semelhante ao do Filial. A vantagem é que ali há mais espaço e sempre menos espera para sentar. Nas noites de calor, pode-se curtir a gostosa varanda com teto retrátil. Um chopinho de alto nível (Brahma), de colarinho largo, faz a clientela esquecer que o dia vai raiar. Caso bata uma fominha no meio da madrugada, o extenso cardápio dá conta do recado. Inclui tira-gostos como a polenta de colher ao molho de tomate e azeitona preta (R$ 8,00; herdada do bar Genésio, também da família), grelhados e embutidos. Duas dicas: a picanha ao molho de pimenta (R$ 24,00) e a porção de lulinhas, pequenos gomos de lingüiça defumada e levemente apimentada salteados no azeite (R$ 17,50).

Rua Girassol, 374, Vila Madalena, 3812-7442. 17h/3h30 (sex. até 4h30; sáb. 12h/4h30; dom. 12h/2h30). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 10,00).


A melhor happy hour

Salve Jorge (centro)

Mario Rodrigues

A grandiosa cervejaria: bem no coração de São Paulo

Numa de suas crônicas para Veja São Paulo, o escritor Marcos Rey (1925–1999) se referiu a um bar como "o ponto ideal, a casa do meio do caminho, entre o trabalho exaustivo e o regresso ao lar". Simbolicamente, é esse o papel do Salve Jorge do centro para quem trabalha no coração de São Paulo. Com matriz na Vila Madalena, a fervilhante cervejaria aberta no ano passado na Praça Antônio Prado virou refúgio de advogados, operadores da bolsa, bancários e muitos outros profissionais enquanto a hora do rush não termina. As instalações impressionam. Lustres de cristal e cerca de 4 000 garrafas penduradas no teto compõem o visual dos espaçosos salões, que ocupam o térreo e o mezanino de um edifício de 24 andares, bem em frente à Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Não abra mão, para acompanhar a cervejinha pós-expediente, do saboroso galeto assado lentamente na churrasqueira (R$ 34,80, com duas guarnições). Outro indício da vocação para a happy hour é o horário de funcionamento. Suas portas baixam cedo, às 11 da noite.

Praça Antônio Prado, 17, centro, 3107-0123, Metrô São Bento. 11h/23h (sáb. 12h/19h; fecha dom.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: todos. Estac. na Rua Boa Vista, 192 (R$ 8,00 a primeira hora; após 18h, R$ 10,00 o período). ; Rua Aspicuelta, 544, Vila Madalena, 3815-0705. 12h/1h (sex. e sáb. até 2h; dom. até 23h30; seg. só à noite 17h/1h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: V. Estac. c/manobr. (grátis ter. a sex. até 15h30; R$ 12,00 nos demais horários) www.barsalvejorge.com.br.


O melhor bar de hotel

Skye

Fernando Moraes

No topo do Unique: agitação à beira da piscina

Esqueça aqueles bares de hotel com meia dúzia de gatos pingados nas mesas e clima de fossa. No Skye, localizado na cobertura do Unique, a coisa é diferente. Em termos de agitação, dá de dez na concorrência. Anexo ao restaurante de mesmo nome, o bar estica-se por um delicioso deque de madeira, com 30 metros de extensão. Ali, à beira da piscina do hotel e acomodado em pufes e espreguiçadeiras, o público de naipe mauricinho pode se deleitar com uma deslumbrante vista da metrópole. O visual inclui o Parque do Ibirapuera, o cinturão de edifícios dos Jardins e as iluminadas antenas da Avenida Paulista. Para manter o clima festivo, um DJ conduz a trilha sonora ambiente, à base de bossa nova eletrônica, lounge, pop e house. A oferta etílica vai do encorpado chope irlandês Guinness (R$ 14,00) a coquetéis suaves, como o the wall (R$ 22,00), combinação de vodca preta Blavod, licor de pêssego, xarope de tangerina e suco de laranja.

Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 4700 (Hotel Unique), Jardim Paulista, 3055-4702. 12h/15h e 18h/1h (sex. e sáb. até 2h; sáb. e dom. almoço até 16h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 15,00 por seis horas). (R$ 20,00 por uma hora). www.skye.com.br.


A melhor música ao vivo

Baretto

Fernando Moraes

O conjunto do pianista Mario Edson e a bela cantora Ana Cañas: juntos nas noites de quinta a sábado

Hors-concours em matéria de elegância e requinte na cidade, o bar aninhado no interior do Hotel Fasano é cheio de predicados. Por sua forte carga romântica, já foi eleito pelo júri o melhor para ir a dois. Neste ano, conquista o prêmio pela música ao vivo de altíssima qualidade. Num salão envolto na penumbra, sua clientela bem de vida pode curtir todas as noites seis horas consecutivas de shows. As paredes forradas de veludo cotelê e o piso de peroba rústica contribuem para a perfeita acústica do ambiente, com apenas 64 lugares. Dois gabaritados combos instrumentais revezam-se no pequeno palco: o trio do pianista Moacyr Zwarg, das 9 da noite à 1 da madrugada, e na seqüência o quarteto do também pianista Mario Edson, até as 3 horas. São dois craques do teclado. De quarta a sábado, os conjuntos ganham a companhia do experiente crooner Dave Gordon e das belas cantoras Ana Cañas (se você ainda não a ouviu, corra: ela só fica lá até o fim de outubro, quando lança seu primeiro CD) e Marcela Corano, que interpretam com classe standards do jazz, da canção americana, do samba e da bossa nova. Acompanhe os acordes com os drinques precisos do barman Valter "Bolinha", como o dry martini e o cosmopolitan (R$ 26,00 cada um).

Rua Vitório Fasano, 88 (Hotel Fasano), Jardim Paulista, 3896-4000. 18h/3h (sáb. e feriados a partir das 20h; fecha dom.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Couvert art.: R$ 30,00 (a partir das 21h30). Estac. c/manobr. (R$ 15,00). www.fasano.com.br.


O melhor para ir a dois

Salommão

Mario Rodrigues

Alameda à meia-luz: o ponto predileto dos casais

Surpresa da temporada, a casa aberta em março na Avenida Angélica, a meio quarteirão da Paulista, revelou-se um precioso cantinho para namorar. Logo na entrada está o ambiente preferido dos casais – uma aprazível alameda à meia-luz, cheia de plantas e árvores frutíferas, embalada por MPB ao vivo. As mesas com tampo de mosaico, quase todas pequenas e redondas, favorecem as conversas ao pé do ouvido. Como esse recinto é ao ar livre, os proprietários tiveram uma boa sacada para as noites frias não atrapalharem o clima de romance. Oferecem mantas de lã para os pombinhos se aquecerem. Depois de bebericar uma cerveja (há quinze rótulos importados) ou partilhar uma garrafa de vinho, leve sua companhia para conhecer os ambientes do centenário casarão, com 63 metros de fundos e salas de visual nostálgico. Para impressionar, conte um pouco da história do imóvel. Durante grande parte do século XX, ele pertenceu à família de um artesão de origem alemã chamado Franz Hermsdorf, que deu aulas no Liceu de Artes e Ofícios e trabalhou no escritório de arquitetura de Ramos de Azevedo.

Avenida Angélica, 2435, Higienópolis, 3257-0390. 12h/15h e 18h/0h (sex. até 1h; sáb. almoço até 16h e à noite até 1h; fecha dom.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: V. Couvert art. (ter. a qui. a partir das 20h30; sex. a partir das 18h30; sáb. 13h/16h e a partir das 20h): R$ 5,00. Estac. no nº 2457 (R$ 7,00).  


O melhor para paquerar

Bellini

Mario Rodrigues

Novo templo da mauriçada: constante vaivém de gente bonita


Praticamente todo ano desponta no Itaim um novo templo da mauriçada. A bola da vez chama-se Bellini. Quem passa em frente à casa, na pequena Rua Lopes Neto, já percebe o burburinho de manobristas apressados, seguranças engravatados à porta e um constante vaivém de gente bonita. Por trás da badalação do lugar, que debuta no rol dos campeões, está um time de peso. Formam a sociedade o chef Cassio Machado – dono dos bacanas Di Bistrot e B&B Burguer & Bistrot –, o paisagista Marcelo Faisal e dois ex-sócios da boate Disco, Tico Gelpi e Armando Lara Nogueira. O público chega em turmas e com muito pique de paquera. Dois pontos favorecem a troca de olhares: a bela área ao ar livre arborizada, com dois grandes sofás e mesas protegidas por guarda-sóis gigantes, e o balcão retangular ao redor do bar. Se o xaveco der resultado, continue o papo enquanto beberica o clássico drinque italiano que dá nome ao point. Criado no Harry's Bar, em Veneza, combina espumante e suco de pêssego em taça flûte (R$ 17,50).

Rua Lopes Neto, 155, Itaim Bibi, 3071-0953. 12h/15h e 18h/0h30 (sex. até 2h; sáb. 15h/2h; dom. 13h/23h; fecha seg.). Cc.: A, D e M. Cd.: M e R. Cr.: S, T e V (só no almoço de ter. a sex.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00 até 15h; R$ 15,00 nos demais horários).


O barman do ano

Souza
(Veloso)

Fernando Moraes

Souza e sua coqueteleira: craque nas combinações etílicas

O piauiense Deusdete Neres de Souza, 33 anos, teve uma trajetória profissional curiosa. Pupilo do mestre Derivan Ferreira de Souza (que apesar do sobrenome não é parente), ele entrou no mundo da coquetelaria com um desafio e tanto. Em 1996, aos 22 anos, dirigia o balcão do saudoso Bistrô, que marcou história no centro. Depois de passar pelos extintos San Francisco Bay e Hampton, Souza deixou de lado os endereços chiques. Em 2005, assumiu o balcão do Veloso, boteco da Vila Mariana que ajudou a transformar em sucesso. Aposentou o terno e a gravata, mas não o penteado, sempre alinhado com gel. Solícito, discreto e sorridente, vive uma de suas melhores fases, coroada com o terceiro prêmio consecutivo do júri de Veja São Paulo. Em seu mojito (R$ 11,00), coisa de craque, rum e hortelã parecem nascidos um para o outro. O bloody mary (R$ 11,00) também é impecável no tempero sutilmente picante. Mas o barman se notabilizou pelas caipirinhas. Das dez versões que prepara, a de jabuticaba, a de frutas vermelhas e a de limão e gengibre são as campeãs de pedidos. Numa sexta-feira, ele chega a servir 100 delas e termina a noite com as mãos doloridas. Sua recompensa pelo esforço está na satisfação do cliente sentida logo após o primeiro gole. 


 
 
 
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