MISTÉRIOS DA CIDADE
Sabe o que é isso?
Por Edison Veiga
30.04.2008
Mandala, do sânscrito, significa círculo. Utilizada para meditação, há quem acredite que seja uma representação geométrica do universo. Com 2,5 metros de diâmetro, uma releitura high-tech desse diagrama místico faz parte da exposição Nano, Poética de um Mundo Novo, no Museu de Arte Brasileira da Faap (
3662-7198) até 1º de junho. "A idéia é mostrar que tanto a mandala quanto a ciência da nanotecnologia partem do mínimo para chegar ao máximo", afirma Anna Barros, curadora da exposição. Na obra, as formas geométricas, em constante movimento, são projetadas sobre pó de mármore. "E as pessoas podem tocar, sentir a textura do pó", diz Anna.
Olha esta!
Preocupados em agradar à sua distinta freguesia, muitos restaurantes da cidade dão mimos às mamães no segundo domingo de maio, quando se comemora o seu dia. O Vira-Lata, em Higienópolis, decidiu inovar. "Resolvi presenteá-las com tranqüilidade e sossego", conta o chef-proprietário Eduardo Duó. "Para que elas curtam o almoço sem stress, podem trazer a babá, de graça." Ou seja: a babá está dispensada de pagar os 45 reais pelo bufê. "Se a idéia for bem-aceita, vamos adotá-la em todos os domingos", adianta.
Já viu essa turma dando pulinhos por aí?
Quem freqüenta parques da cidade já pode ter trombado com os puladores de corda da foto acima. Eles fazem parte de uma equipe de doze paulistanos que desde o início do mês têm circulado por vários parques levando a cordinha. Os puladores contam suas experiências em um site (www.cordaderua.org) cheio de vídeos e fotos das performances.
História dos imigrantes
Fluente em japonês, a nissei Emiko Nakashima é um dos oitenta descendentes que transcreveram do kanji para o alfabeto romano 210 000 nomes de imigrantes. Eles estudaram documentos da Companhia de Emigração do Japão, nos quais a família de Emiko, por exemplo, aparecia como
. O resultado, um banco de dados precioso onde se pode até mesmo saber qual foi o barco que trouxe cada família, será aberto à consulta na mostra O Japão em Cada um de Nós, que ficará no Espaço de Exposições do Banco Real (
3044-5142) de 21 de maio a 18 de julho.
Memória paulistana
Em 1945, o Rio Pinheiros era mais ou menos deste jeito, com água limpa, leito tortuoso e sem ocupação nas margens. O artista plástico paulistano Jorge Mori, que o retratou assim, tinha 12 anos quando pintou a tela acima, um trabalho que levou duas horas. "Meu pai me acompanhou o tempo todo", conta. "Ele segurava um guarda-sol para me fazer sombra enquanto eu pintava." A pontezinha que aparece no quadro, conhecida como Ponte Velha, ficava próxima da atual Eusébio Matoso, a Ponte Nova, onde Mori estava. A imagem é uma das obras expostas em Círculo de Ligações: Foujita no Brasil, Kaminagai e o Jovem Mori, até 1º de junho no Centro Cultural Banco do Brasil (
3113-3651).
Quem foi?
Nascido em Uberaba (MG), em 1916, o escritor Walter Campos de Carvalho passou boa parte da vida em São Paulo. Aqui, cursou direito, no Largo São Francisco, foi rádio-escuta do jornal O Estado de S. Paulo e trabalhou como procurador do estado. Depois de se aposentar, caminhava diariamente pelas ruas de Higienópolis, bairro onde morava. Um de seus prazeres era tomar uma cervejinha na lanchonete La Villette. Vítima de infarto, morreu no Hospital Samaritano, em 1998. Vaca de Nariz Sutil, um de seus mais conhecidos livros, ganhou adaptação para o teatro. Fica em cartaz até 1º de junho no Espaço Parlapatões (
3258-4449).
Com reportagem de Camila Antunes
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