MISTÉRIOS DA CIDADE
Mais um Steinway na cidade
Janete Longo/divulgação
Coube ao músico Pablo Rossi (foto) estrear, na última terça, o novo piano do Teatro Cultura Artística. Avaliado em cerca de 265 000 reais, o instrumento é da Steinway, a marca mais apreciada pelos pianistas. E não é o único da grife na cidade. A Sala São Paulo possui quatro – o mais novo, de 2007 – e o Teatro São Pedro, dois. O Municipal também tem o seu, um exemplar bem gasto, dos anos 70. Esse é o problema, aliás. "As melhores salas do mundo trocam seu piano principal no máximo a cada dez anos", explica o pianista e professor Gilberto Tinetti. "Quando envelhece, o instrumento se deteriora, perdendo seu timbre."
O XIS DA MARGINAL
Eduardo Sardinha/divulgação
Um detalhe da Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira, cuja inauguração está prevista para o sábado 10, pareceu a letra X para o fotógrafo paulistano Eduardo Sardinha. Ele foi um dos três profissionais contratados pelo Instituto Ecofuturo para encontrar letras do alfabeto em objetos e paisagens do nosso dia-a-dia. "Fiquei maluco", diz. "Comecei a ver letras em todos os lugares." As fotos integram o Inventário do que Podia Ser Bem Melhor e Será..., que pode ser acessado em www.omelhorlugardomundo.org.br.
Reloginho amigo
Mario Rodrigues
Há um mês, a CET instalou semáforos como o da foto em nove pontos da região central. Com cronômetro que mostra quanto tempo falta para o sinal mudar de cor, o pedestre pode calcular se dá tempo ou não de atravessar a rua. É um teste. Se der certo, a companhia pretende expandir o sistema para mais esquinas da cidade. Nos últimos anos, cinco outras faixas de pedestres serviram de cobaia para mecanismos semelhantes. Destas, a única que continua com um equipamento do tipo fica no Largo São Francisco.
Já ouviu falar em suaíli?
O idioma, falado em países africanos como o Quênia e a Tanzânia, será ensinado – se houver pelo menos dez alunos – na faculdade de letras da USP. As matrículas se encerram na segunda (5). Os alunos precisam pagar uma taxa de material (55 reais) e 145 reais pelo curso, que dura dois meses. Quem já é da universidade desembolsa apenas o valor do material. Informações pelo
3091-4851.
Memória paulistana
Acervo Diva Jurado/divulgação
Erguido na década de 50 em um terreno de 4 000 metros quadrados na Avenida Higienópolis, o Edifício Bretagne apresentava opções de lazer então raras aos moradores de condomínios da época. Um belo jardim, piscinas, salão de chá, sala de música, bar americano e área com brinquedos para crianças eram seus diferenciais. Isso tudo, aliado ao estilo do arquiteto que o projetou, João Artacho Jurado (1907-1983), colocou o prédio na rota de personalidades estrangeiras que visitavam a cidade. Em 1958, estiveram ali o ator americano Leonard Franklin Slye – que interpretava o caubói Roy Rogers – e a miss Estados Unidos Eurlyne Howell (à dir. na foto). As imagens integram o livro Artacho Jurado – Arquitetura Proibida, de Ruy Eduardo Debs Franco, lançamento da editora Senac.
Com reportagem de Filipe Vilicic e Giovana Romani
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