Júri de especialistas elege, entre as 120 salas de São Paulo, as campeãs em conforto, serviços e programação
"Fui usada pelo sistema"
Fernando Moraes
Carla Perez: segurar o tchan, nunca mais
Determinada a provar que, ao contrário da letra da canção que a tornou famosa, pau que nasce torto pode, sim, endireitar-se, Carla Perez voltou aos palcos. Desta vez, nada de segurar o tchan, como fazia na década de 90, quando seu remelexo e a retaguarda privilegiada a transformaram em mania nacional. A ex-dançarina, hoje comportada evangélica e aspirante a atriz, atraiu cerca de 150 pessoas para uma leitura dramática da peça Boeing Boeing, na Caixa Cultural.
Veja São Paulo – Sonha ser atriz?
Carla – Quero trabalhar com crianças, seja em teatro ou em televisão. Ser a titia ou a avó delas, resgatar os valores da família, tão perdidos nos dias de hoje.
Veja São Paulo – Mas, como dançarina do É o Tchan!, você não ajudou a derrubar esses valores?
Carla – Naquela época, eu não tinha malícia. Fui usada pelo sistema. Eu era como um camelô que, de um dia para o outro, recebe uma bolada de 100.000 reais. Fiquei deslumbrada e acabei fazendo coisas que não foram legais. Mas tudo mudou depois que me converti à Comunidade Evangélica Artistas de Cristo.
Veja São Paulo – Interpretaria uma personagem que precisasse ficar nua em cena?
Carla – Não vou tirar a roupa em público nunca mais: nem no palco, nem na tevê, nem em revistas.
Na boca do povo
Para revestir serviços e produtos de uma aura chique, alguns profissionais da cidade recorrem cada vez mais a expressões e palavras afetadas de outros idiomas. "É um atestado de subserviência cultural", critica o gramático Carlos Emilio Faraco. A seguir, uma série de exemplos – fuja deles, por favor!
beauty artist
maquiador
wedding planner
organizadora de casamento
Fotos Eduardo Delfim
cake designer
boleira ou confeiteira
personal housewife
profissional que organiza casa e eventos para madames "sem tempo"
water play
parque aquático
sound designer
sonoplasta
light jockey
iluminador de casa noturna
dog walker
passeador de cachorro
PR
relações-públicas ou assessor de imprensa
pool party
festa na piscina
phoner
entrevista por telefone
flower designer
florista
Tititi pós-núpcias
Divulgação
Isabella e Hawilla: casamento badalado
Realizado no último dia 9, o casamento da modelo Isabella Fiorentino com o empresário Stefano Hawilla parou o Jardim América. Lá, na casa dos pais do noivo, 1 000 convidados festejaram até altas horas – e renderam, durante a semana seguinte, comentários como estes:
"Ela arrasou"
Isabella é séria candidata a mais chique noiva do ano. Encantou com o vestido criado por Tufi Duek.
"Cada jóia de matar de inveja!"
Hebe Camargo reluzia da bolsa em forma de coração ao pescoço. As modelos Cassia Avila e Gianne Albertoni exibiam colares de brilhantes.
"Ai, parece um príncipe, né?"
Sobre o atual namorado da estilista Cris Barros, o empresário bonitão Cesare Rivetti.
"Foi chato" e "A Dani nem deu bola"
Visões distintas sobre o encontro da desacompanhada apresentadora Daniella Cicarelli com seu ex, o economista Tato Malzoni. Logo naquela noite, o rapaz apareceu com nova companhia, a modelo Ana Claudia Michels.
"Tanta gente importante, hein?"
A lista reuniu do ex-governador Geraldo Alckmin (com a mulher, Lu, e a filha, Sophia) ao ex-árbitro Arnaldo Cezar Coelho.
A eleição da discórdia
Mario Rodrigues
Slama: "Fiquei muito magoado"
Não convide para a mesma passarela o estilista Amir Slama, da grife Rosa Chá, e o empresário Alberto "Turco Loco" Hiar, da Cavalera. Os dois ficaram estremecidos por causa das eleições da Associação Brasileira de Estilistas (Abest), no fim de abril. Turco Loco era vice-presidente da gestão de Slama (presidente e candidato à reeleição) e entrou para uma chapa adversária. Dos 53 associados, 34 votaram – alguns deles, como Lino Villaventura, Alexandre Herchcovitch e Jefferson de Assis, foram impedidos de participar por terem mensalidades em aberto. A disputa provocou um racha no grupo: Slama venceu com 20 votos, contra 14 do oponente. "Fiquei muito magoado", afirma ele. Turco Loco defende que a Abest precisa de mudanças. "Não apunhalei ninguém pelas costas", diz. "Outras treze pessoas concordam comigo, como ficou claro na eleição."
Gildo Mendes
Turco loco: "Não apunhalei ninguém"
Um olho no vinho, outro nela
Fernando Moraes
Gaia: sucesso entre os enófilos paulistanos
Além de ótimos vinhos, o vinicultor italiano Angelo Gaja tem talento para produzir filhas espetaculares. A máxima acima foi consenso entre enófilos paulistanos que conheceram a economista e empresária Gaia Gaja, em sua primeira passagem por São Paulo. Herdeira do fabricante de jóias como os tintos Barbaresco e Brunello di Montalcino Rennina (600 e 430 reais a garrafa, respectivamente), a moça aos poucos assume as rédeas do negócio familiar – daí a visita. Gaia, de 29 anos, encantou pela desenvoltura ao discorrer sobre bebidas, claro. Mas também pelos mesmerizantes olhos azuis. "Fiquei surpresa por ver tantos interessados em vinhos no Brasil", diz ela, para sair pela tangente. "Tenho namorado."
Colaborou Sara Duarte