roteiro da semana
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Exposições
Divulgação
Kopljar ajoelhado na Times Square: fotoperformance
Zlatko Kopljar. É difícil definir o trabalho desse artista nascido na Bósnia, em 1962, e hoje radicado na Croácia. Embora o resultado seja uma fotografia, o processo para obter a imagem precisa ser levado em consideração. Seu gesto, sempre o mesmo, tem a força de uma performance. Zlatko Kopljar passou dois anos, entre 2003 e 2005, ajoelhando-se diante de lugares simbólicos mundo afora. Começou em Nova York, na esquina barulhenta e colorida da Times Square, e chegou ao Parlamento russo. Na longa peregrinação, o ato singelo assumiu um tom provocativo. De forma poética, Kopljar questionou as relações sociais, políticas e econômicas que costuram os países atualmente. Vista na 26ª Bienal de São Paulo, em 2004, a série K9 Compassion + está agora na Marília Razuk Galeria de Arte. São oito fotos em grandes dimensões que impressionam por sua beleza e história. Uma delas foi clicada aqui na cidade, há quatro anos, em frente de uma favela em Pinheiros.
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Divulgação
Tela de Kboco e a intervenção do artista na parede da galeria: grafite e pintura
Kboco. Também na Marília Razuk Galeria de Arte, o goiano Kboco ocupa uma sala expositiva que perdeu as características originais. Não existe lá resquício algum das paredes brancas comuns no circuito das artes. Os símbolos árabes e africanos das três telas do artista migram de um suporte para o outro sem obedecer a limites e transformam o espaço em instalação. Com o nome de Branco Nômade, a individual é um ponto alto na carreira de Kboco, que costuma travar animadas conversas entre o grafite das ruas e a pintura convencional. Desde a sua primeira mostra, em 2000, ainda em Goiânia, ele já expôs em Valência e Nova York. E tem potencial para mais.
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R$ 3.000,00 a R$ 30.000,00. Marília Razuk Galeria de Arte. Rua Jerônimo da Veiga, 62, Jardim Europa,
3079-0853. Segunda a sexta, 10h30 às 19h; sábado, 11h às 15h. Até 16 de junho.
Show
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Milton Nascimento e os músicos, no Jardim Botânico do Rio: Tom Jobim e outras bossas
Milton Nascimento e Jobim Trio. Na opinião de Tom Jobim (1927-1994), Milton Nascimento era o único que interpretava suas canções nas tonalidades certas. De sexta (30) a domingo (1º), essa apurada voz "testada e aprovada" pelo maestro pode ser ouvida no Tom Jazz. Paulo (violão e voz) e Daniel Jobim (piano e voz), respectivamente filho e neto do compositor, mais Paulo Braga (bateria) formam o Jobim Trio. Com o reforço do baixista Rodrigo Villa, eles acompanham Milton num punhado de pérolas. Das catorze faixas de Novas Bossas, disco lançado em março, oito levam a assinatura de Tom. São delícias como Chega de Saudade, Inútil Paisagem, Velho Riacho e Samba do Avião. Mas sobra lugar para outros autores, caso de Dorival Caymmi, Vinicius de Moraes e do próprio Milton. No Rio de Janeiro, o show ocupou o Mistura Fina, espaço na medida para o intimismo proposto pelos músicos. A escolha do Tom Jazz, casa de dimensões semelhantes na Avenida Angélica e batizada em homenagem ao maestro, foi acertada.
18 anos. Tom Jazz (200 lugares). Avenida Angélica, 2331, Higienópolis,
3255-3635. Sexta (30) e sábado (31), 20h e 22h30; domingo (1º), 19h. R$ 200,00 a R$ 220,00. Cc.: todos. Cd.: todos. IR. Estac. c/manobr. (R$ 15,00).
Teatro
Guto Muniz
Eduardo Reyes e Érica Montanheiro: uma sucessão de intrigas
A Mulher do Trem. Escrita em meados do século XIX pelos franceses Maurice Hennequin e George Mitchell, a comédia traz os típicos personagens e situações da dramaturgia da época. Às vésperas do casamento, o noivo sedutor confidencia ao sogro suas aventuras de solteiro, entre elas a inesquecível noitada numa viagem de trem. Escondida, a sogra megera ouve tudo e planeja uma vingança sem se importar muito com a felicidade da ingênua filha. Consistente e atemporal, porém, a fórmula do bom vaudeville mostra-se infalível na montagem da Cia. Os Fofos Encenam. De volta ao cartaz no Teatro Imprensa, a peça dirigida por Fernando Neves já divertiu mais de 50 000 pessoas em 23 cidades desde 2003. Com ótima direção de arte, inspirada na tradição circense, o espetáculo arranca gargalhadas contínuas mesmo dos mais sisudos graças à sucessão de intrigas interpretadas por dez atores de mão-cheia.
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(90min). 12 anos. Estreou em 31/7/2003. Teatro Imprensa (449 lugares). Rua Jaceguai, 400, Bela Vista,
3241-4203.
Quarta e quinta, 21h. R$ 20,00. Bilheteria: 14h/21h (ter. a sáb.); 14h/19h (dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. FP. Até 31 de julho. Reestréia prometida para quinta (29).