Estrelas da decoração transformam espaços da casa de cinco leitores gastando em cada um deles até 5000 reais. O resultado é surpreendente!
Do viaduto para a telona
Diego Garcia/Movi&art
O ringue onde o ex-pugilista Nilson Garrido ensina boxe já funcionou debaixo do Viaduto do Café, no Bixiga, e, desde o ano passado, está sob o Viaduto Alcântara Machado, na Mooca. Foi ali que atraiu o olhar da cineasta Eliane Caffé (na foto, à dir.). "A cidade tem espaços que não servem para nada", diz ela. "Em um deles, inusitadamente, surgiu uma academia." No último dia 16, Eliane rodou um curta-metragem mostrando o trabalho de Garrido. A previsão é que o filme, intitulado Sob o Viaduto Alcântara Machado, fique pronto nos próximos dias. Vai integrar o acervo audiovisual do Centro Cultural São Paulo.
Sabe onde fica?
Fotos Mario Rodrigues
Com paredes lilás berrante e decoração, digamos, um tanto chocante, o espaço acima foi criado para homenagear o ídolo são-paulino Raí, que pendurou as chuteiras há oito anos. Trata-se de um camarote de 160 metros quadrados projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake e aberto há pouco mais de um mês no Estádio do Morumbi. Em dias de jogos e shows, apenas convidados dos patrocinadores podem ficar ali. A sala deve servir também para sediar eventos como exposições e lançamentos de livros.
Uma praça para a sustentabilidade
O prefeito Gilberto Kassab vistoriou, na última quarta, as obras da Praça Victor Civita – Museu Aberto da Sustentabilidade, em Pinheiros. Com uma arena para 250 pessoas, espaços destinados a intervenções artísticas, equipamentos de ginástica, centro de convivência para a terceira idade, ateliê para oficinas de educação ambiental, bosque e playground, o complexo tem inauguração prevista para setembro. A área, onde até 1989 funcionava um incinerador de lixo, homenageia Victor Civita (1907-1990), o fundador da Editora Abril. Na foto, o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, Kassab e o presidente da Editora Abril, Roberto Civita, durante a visita.
Sonzinho japonês
Mario Rodrigues
Em 1929, quando embarcou no porto japonês de Kobe rumo ao Brasil, a jovem Mifuko Tachibana trouxe com ela este órgão Yamaha. "Eu mesma o carreguei", lembra Mifuko, hoje com 94 anos. "Toquei-o em todos os 51 dias da viagem." Desde o dia 17, o instrumento musical está exposto no Memorial do Imigrante (Rua Visconde de Parnaíba, 1316, Brás,
6692-1866). É uma das peças que integram a mostra O Papel do Estado na Imigração Japonesa.
Memória paulistana
Arquivo Nacional
Cerca de 8000 pessoas ocuparam a Praça e a Catedral da Sé no dia 31 de outubro de 1975. Elas estavam reunidas para assistir ao culto ecumênico em memória do jornalista Vladimir Herzog, que seis dias antes havia sido torturado e morto nos porões do regime militar. O ato foi celebrado pelo cardeal Paulo Evaristo Arns, pelo arcebispo Hélder Câmara, pelo rabino Henry Sobel e pelo reverendo Jaime Wright. Uma grande operação policial de bloqueio nas vias de acesso ao centro tentou impedir a chegada da multidão. A maioria foi de metrô, cuja primeira linha havia sido inaugurada um ano antes. Esta foto é uma das 110 que podem ser conferidas na mostra Direito à Memória e à Verdade – A Ditadura no Brasil: 1964-1985, em exposição no Memorial da Resistência (Largo General Osório, 66, Luz,
3337-0185).
Com reportagem de Fernando Cassaro e Maria Paola de Salvo
Sugestões para a seção? Escreva para misterios@abril.com.br