Por que quero voltar a ser prefeita
Fotos Mario Rodrigues
O prédio construído originalmente em 1622: reforma de 3,1 milhões de reais. À direita, pintura de um dos altares
Com o passar dos anos, os jesuítas construíram uma igreja no local. Dessa vez, de taipa de pilão. É esta, de 1622, que acaba de ser restaurada, depois de dois anos de obras. "O prédio é original", afirma o arquiteto Alessandro Pompei, responsável pelo trabalho. "Mas é claro que, no decorrer do tempo, algumas ampliações foram feitas." Um exemplo são os tijolos de adobe na parte superior das paredes, o que leva a crer que a igrejinha teve seu pé-direito aumentado no fim do século XVIII. A descoberta mais impressionante foram as pinturas murais. Todo o madeiramento estava enegrecido devido ao costume de aplicar óleo queimado como prevenção contra cupins. "Quando os restauradores rasparam a madeira, tiveram essa surpresa", diz Pompei. "É uma grande novidade para a história da arte colonial paulista." A obra de restauração do pequeno templo – tombado por Iphan, Condephaat e Conpresp – foi bancada pela iniciativa privada. Custou 3,1 milhões de reais e envolveu cerca de cinqüenta profissionais, entre engenheiros, arquitetos, restauradores, historiadores e arqueólogos. Nos próximos seis meses, a capela passará por adequações para ser transformada em uma espécie de museu, com programas de visitações públicas monitoradas, exibição de acervo próprio e espaço para exposições itinerantes.