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Terraço Paulistano

Kenzo quem?

Cenas e personagens de mais uma São Paulo Fashion Week

 

Por Alvaro Leme

25.06.2008

 

Fernando Moraes

O japonês Kenzo Takada com Metsavaht, da Osklen: figurão dando sopa pelo pavilhão da Bienal


Lá pelos idos de 1970 e alguma coisa, a hoje papisa da moda Costanza Pascolato passou quatro horas escondida num banheiro e engatinhou pelo parapeito de um prédio só para ver um desfile do japonês Kenzo Takada em Paris. Um dos grandes nomes das passarelas, o estilista deu sopa na edição de verão 2009 da São Paulo Fashion Week, que desde a última terça movimenta mais uma vez o Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera. Dada a importância da figura, era de esperar comoção à altura, certo? Ah, mas não foi bem assim, minha gente. Claro, houve alguma tietagem. Gloria Kalil, por exemplo, abordou Kenzo para contar que acompanha seu trabalho desde o início. Mas, exceto por quem entende do riscado como ela, as reações foram do ridículo ao absurdo. "Nunca ouvimos falar dele", admitiram mocinhas plantadas à entrada do evento, que se declararam aspirantes a modelo. "Ele é aquele ali de dourado?", quis saber uma senhorinha de óculos. Não, ele vestia terno cinza da Dior.

Mario Rodrigues

Fause Haten: "Vou atender clientes com hora marcada, num ateliê em Pinheiros"


• O estilista Oskar Metsavaht abriu a semana com a coleção de sua grife e se disse lisonjeado em receber Kenzo no camarim. Foi bem gentil, já que um dia antes o visitante havia contado aos quatro ventos que considerou cara uma bota da marca dele, a Osklen. "Achei 1 000 reais um preço bem alto", disse, ao visitar o comércio popular do Bom Retiro. Fause Haten, por seu lado, fez a linha nem-te-ligo para o japonês. Sejamos justos, ele tinha preocupações de sobra, como a estréia de sua nova grife, a FH. A mudança deve-se à venda da marca que leva seu próprio nome para a empresa Identidade Moda, a I’M. Haten declarou que teve um baita prejuízo com o negócio. Afirmou que recebeu somente uma parte do valor da compra e que nunca foram pagos seus salários pelo trabalho como diretor de criação, cargo que exercia no grupo. "Saí da empresa e agora vou atender clientes com hora marcada, num ateliê em Pinheiros", diz. Procurado por Veja São Paulo, o grupo I’M não quis se manifestar.

Felipe Panfili/AGENEWS

O botijão de gás, ou melhor, a burca fashion de Marcelo Sommer: campeão de esquisitice

• Exceto pela presença anunciada de Gisele Bündchen e pela silhueta avantajada da modelo checa Karolina Kurkova, que surgiu na Cia. Marítima com uma barriguinha, poucas modelos empolgaram na passarela nos três primeiros dias do evento. Assim, muito se comentou sobre as roupas – e era esse o objetivo, afinal de contas, não? Alguns modelitos dividiram opiniões, como a burca fashion da grife Do Estilista, de Marcelo Sommer. Feita com estampa xadrez, lembrava uma daquelas roupinhas que enfeitam botijões de gás em lares Brasil adentro. Mas o tema do desfile eram fantasias, ora bolas!

Fernando Moraes

Mariana Weickert faz um agá entre a rapaziada: tudo em nome da reportagem


Fernando Moraes

Cassia: tênis para não ficar exausta


• No time dos repórteres, duas belíssimas adesões foram registradas. Formada em jornalismo há quatro anos, a morena Cassia Avila apareceu vestida para apurar: calça de couro e camisa de seda Daslu, bolsa Luella e tênis Vans. "Vim de salto alto, mas estava ficando exausta", confessou. No meio do pit, poleirinho de onde fotógrafos e cinegrafistas registram os desfiles, Mariana Weickert fazia fotos para uma matéria do programa GNT Fashion. "Eu precisava de um pau igual ao deles", disse, referindo-se aos tripés usados por seus colegas de trabalho.

 

 

Colaborou Sara Duarte


 
 
 
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