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roteiro da semana

Veja São Paulo Recomenda

 

10.09.2008

 

Dança

Flávio Colker

Bailarinos de Deborah Colker: espaço para o lirismo

CIA. DE DANÇA DEBORAH COLKER. Basta ler o nome da coreógrafa carioca para virem à mente os movimentos de forte impacto de seus atléticos bailarinos. Cruel, que entra em cartaz no Teatro Alfa na sexta (12), traz uma faceta diferente, desenhada de forma gradual nos últimos trabalhos de Deborah Colker. Os passos mais delicados e líricos dos dezessete integrantes da companhia são reforçados agora por uma bem cuidada dramaturgia. Voltada às relações humanas, ela criou gestos capazes de retratar o encantamento do amor, a dor da separação, a euforia de um encontro. Chamou o diretor teatral Gilberto Gawronski para auxiliá-la na montagem do espetáculo – cujo cenário de Gringo Cardia exibe um enorme lustre com renda bordada a mão – e teve a contribuição do filósofo Fernando Muniz na costura narrativa. Dividida em dois atos, Cruel apresenta muitas metáforas, interpretadas em solos, duos, trios ou formações maiores. Os músicos Berna Ceppas e Kassin assinam a trilha sonora.

>>assista ao vídeo

(80min, com intervalo). 12 anos. Teatro Alfa (1.122 lugares). Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, 5693-4000. Quarta a sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 40,00 a R$ 90,00. Bilheteria: 11h/19h (seg. e ter.); a partir das 11h (qua. a dom.). Cc.: todos. Cd.: V. Televendas, 0300-7893377. Estac. (R$ 9,00; c/manobr. R$ 19,00). www.teatroalfa.com.br. Até dia 21. Estréia prometida para sexta (12).

 

Para as crianças

André Stéfano

Sueli Andrade e Thaïs Ferrara: sem nariz de palhaço

SENHOR DODÓI. Imbatíveis na tarefa de divertir crianças em hospitais, os Doutores da Alegria fizeram sua primeira incursão pelo teatro infantil em 2006, com Vamos Brincar de Médico. O grupo está de volta ao palco, desta vez sem o característico nariz de palhaço. Faz a platéia rir do mesmo jeito. Nas mãos do autor e diretor Angelo Brandini, a peça O Doente Imaginário, de Molière (1622-1673), tomou a forma de uma simpática opereta. Os sete atores tocam piano, violão e uma pequena bateria para embalar as passagens cantadas. Na trama, a bela Angélica (Claudia Zucheratto) é apaixonada por Amado (Roberta Calza), mas se vê obrigada a casar com o Quase Doutor Tapadus (Nereu Afonso da Silva). Por trás da má sorte da mocinha está seu pai, o hipocondríaco e sovina Senhor Dodói (Thaïs Ferrara), determinado a ter um médico na família. Eis uma boa oportunidade para ver os Doutores desfilar gags clownescas e se aventurar pela linguagem da commedia dell’arte italiana.

Direção do autor (60min). Rec. a partir de 6 anos. Estreou em 23/8/2008. Teatro União Cultural (270 lugares). Rua Mário Amaral, 209, Paraíso, 2148-2905, Metrô Brigadeiro. Sábado e domingo, 16h. R$ 10,00 (crianças de até 12 anos) e R$ 20,00. Até 2 de novembro.

 

Shows

Divulgação

Siba (à dir.) e os músicos do Fuloresta: ritmos pernambucanos

SIBA E A FULORESTA. Ex-rabequista do grupo Mestre Ambrósio, o recifense Siba Veloso juntou-se em 2002 a oito músicos de Nazaré da Mata, cidade a 65 quilômetros da capital pernambucana. Formou esse projeto, com o qual gravou dois álbuns. Toda Vez que Eu Dou um Passo o Mundo Sai do Lugar, o último, chegou a ser apresentado no Auditório Ibirapuera em março, durante o Festival Pernambuco. De volta a São Paulo, o grupo exibe-se agora no Sesc Vila Mariana. Seu trabalho poderia interessar apenas a pesquisadores do folclore, mas impressiona. Maracatus, frevos e cirandas de extração tradicional, além das letras bem sacadas de Siba, deleitam ouvintes urbanos sem nenhum resquício de exotismo. Preste atenção à energia do septuagenário percussionista Biu Roque e prepare-se para um show em que tudo pode acontecer – em sua última visita à cidade, os instrumentistas desceram do palco e tocaram animadas melodias no meio da platéia.

>> ouça Toda Vez que Eu Dou um Passo o Mundo Sai do Lugar

12 anos. Auditório do Sesc Vila Mariana (131 lugares). Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, 5080-3000. Quinta (11) e sexta (12), 20h30. R$ 12,00. Bilheteria: 9h/21h30 (ter. a qua.); a partir das 9h (qui. e sex.). Cc.: todos. Cd.: todos. Estac. (R$ 5,00). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc.

Divulgação

O cantor parisiense Charles Aznavour: nova oportunidade de ouvir a lenda

CHARLES AZNAVOUR. Quando foi anunciado que o astro parisiense faria duas apresentações de sua turnê de despedida em São Paulo, em abril, muita gente correu ao Via Funchal com medo de nunca mais vê-lo em um palco. Felizmente, o conceito de última vez dessa lenda da canção francesa e da música do século XX não é tão radical. Charles Aznavour, de 84 anos, volta ao mesmo espaço na quinta (11) com seu arrebatador show. Dono de múltiplos talentos (além de cantar e compor, ele também é ator), o charmoso intérprete romântico deixa a platéia de respiração presa. Sobretudo quando entoa, acompanhado de orquestra, os hits La Bohème, Que C’Est Triste Venise, La Mamma e She. Com a filha Katia, divide os vocais em Je Voyage.

>> ouça La Bohème

Livre. Via Funchal (2.829 lugares). Rua Funchal, 65, Vila Olímpia, 3188-4148. Quinta (11), 21h30. R$ 150,00 a R$ 500,00. Bilheteria: 12h/22h (seg. a dom.). Cc.: todos. Cd.: C e V. Estac. c/manobr. (R$ 20,00). www.viafunchal.com.br.


 
 
 
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