MISTÉRIOS DA CIDADE
O riacho perdido do Jardim Botânico
Por Daniel Nunes Gonçalves
| 12.11.2008
| Arquivo IBT |
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Em 1928, o governo de São Paulo contratou o naturalista mineiro Frederico Carlos Hoehne para criar as duas estufas da foto acima na propriedade então conhecida como Parque do Estado. Com vidros e estrutura metálica importados da Europa, a obra tornou-se o marco inicial do
Jardim Botânico (

5073-6300), que completa oitenta anos com uma novidade: a recuperação de uma antiga galeria de água subterrânea, feita de tijolinhos, descoberta casualmente há um ano. A apresentação do riachinho ao público marca a celebração do aniversário neste fim de semana, junto com a abertura de uma exposição de orquídeas e o lançamento de um livro sobre os 25 principais jardins botânicos do mundo.
Desafio para designers
| Divulgação |
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Durante 48 horas, de sexta (14) a domingo (16), 150 alunos do Istituto Europeo di Design (

3660-8000), em Higienópolis, e outros 100 interessados em artes visuais enfrentarão um
desafio de criatividade e luta contra o sono. "Com mais de 30.000 óculos como matéria-prima, eles terão de criar objetos diversos", conta o diretor Mauro Ponzé. Comum nas escolas da rede em Barcelona, Roma e Milão, a disputa ocorre pela primeira vez no Brasil. As sessenta invenções - vale luminária, roupa, árvore de Natal... - serão expostas em lojas da rede Chilli Beans e na estação Sé do metrô.
Para bailar la salsa
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Freqüentadores de oito casas de salsa da cidade reúnem-se entre quinta (13) e domingo (16) no Club Homs, na Avenida Paulista, para o
6º Congresso Mundial de Salsa (
www.salsacongress.com.br). Trata-se de uma seqüência de aulas com 148 professores - 22 deles, estrangeiros - e dezesseis bailes. "No ano passado, reunimos mais de 10.000 pessoas", orgulha-se o professor de dança Ricardo Garcia, que incrementou a programação com os pri-meiros congressos de tango, samba e zouk. O chachachá termina com a final nacional do campeonato mundial de salsa. Na foto, o casal ven-cedor de 2007.
Memória paulistana
| Acervo Di Giorgio |
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Era nesta loja em meio ao comércio da Rua Voluntários da Pátria, em Santana, que muitos músicos se reuniam no fim da década de 40
(foto). Fundado em 1908, o
Atelier de Violões Finos Romeo Di Giorgio teve de expandir sua fábrica para o prédio vizinho com o boom de vendas provocado pela bossa nova, dez anos depois. "Começamos a vender tantos violões que paramos de produzir violas e cavaquinhos", lembra o presidente Reinaldo Di Giorgio Junior, neto do patriarca. Histórias assim estão no livro
Violões Di Giorgio - Os Primeiros Cem Anos, escrito pelo jornalista Humberto Werneck, brinde para clientes, como os compradores dos 100 violões da série comemorativa
CentAnni.
Em pele de carteiro
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Não bastassem os cães, os ladrões viraram mais uma
ameaça aos carteiros da cidade. Desde o início do ano, pelo menos dez funcionários dos Correios foram assaltados. O objeto de desejo não é o conteúdo dos pacotes que carregam, mas seus uniformes e crachás. "Um colega só não ficou de cueca porque lhe deram um short", afirma Anderson Lima de Moraes, diretor de imprensa do sindicato da categoria. A polícia acredita que as roupas amarelas e azuis
(foto) sejam usadas como disfarce por quadrilhas de falsos carteiros. Eles simulam entregas e invadem casas e condomínios de alto padrão. Desde janeiro, são investigados treze crimes desse tipo em bairros como Pacaembu, Jardins, Higienópolis e Morumbi.
Com reportagem de Fabio Brisolla e Maria Paola de Salvo
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